Homicídio qualificado e profanação de cadáver. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo da Amadora
Na sequência da detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial uma arguida de 43 anos de idade, indiciada pela prática de um crime de homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsidade informática.
A vítima, de nacionalidade brasileira, trabalhava como empregada doméstica da arguida, da mesma nacionalidade, e como “baby sitter” do filho desta, sendo a relação entre ambas pautada por alguma conflituosidade.
Muito em síntese, encontra-se indiciado que, no dia 5 de dezembro de 2025, a arguida, sob o pretexto de levar a vítima a casa, conduziu-a até a um local ermo, onde a agrediu violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando-lhe lesões que determinaram a morte.
Mais se indicia que, após confirmar que a vítima se encontrava morta, a arguida colocou entulho sobre o corpo daquela, de forma a encobrir o mesmo, e ausentou-se do local.
A arguida terá ainda utilizado o telemóvel da vítima, fazendo-se passar pela mesma, escrevendo mensagens onde dizia ter ido para o Algarve com uma amiga, visando, assim, adiar a participação do seu desaparecimento.
Na sequência do interrogatório judicial realizado no dia 20 de dezembro de 2025, foi aplicada à arguida, a medida de coação de prisão preventiva.
A investigação prossegue sob direção do DIAP do Núcleo da Amadora, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.