Violência doméstica. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo de Cascais

tribunal amadora

Na sequência de detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido, de 46 anos, indiciado pela prática de um crime de violência doméstica.

Os factos indiciam que o arguido e a ofendida iniciaram um relacionamento amoroso em data não concretamente apurada no 2022, passando a coabitar cerca de três meses depois, no concelho de Cascais.

Pouco depois, o arguido, que não trabalha e é viciado em produtos estupefacientes e em jogo, começou a ser violento, física e psicologicamente, com a vítima.

Iniciava, frequentemente, discussões com aquela, mesmo por motivos fúteis, desferindo chapadas e murros à ofendida que a atingiam em diversas partes do corpo, com exceção da cara, ao mesmo tempo que a insultava.

Em data não concretamente apurada, do ano de 2023, o arguido ameaçou de morte a ofendida com armas de alarme que guardava na residência.

No início do mês de abril de 2025, quando arguido e vítima se deslocavam de automóvel, aquele iniciou mais uma discussão face ao silêncio da vítima. De seguida, agarrou-a pelos cabelos e desferiu-lhe vários murros na cabeça, ameaçando-a que a ia matar.

Aterrorizada, a vítima abriu a porta do automóvel e saiu em andamento, caindo na estrada. Refugiu-se numa propriedade próxima, onde foi socorrida.

 

Na sequência do interrogatório judicial, realizado no dia 09 de abril de 2025, foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva.

 

O Inquérito corre termos no DIAP do Núcleo de Cascais.