Violência doméstica. Detenção. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo de Oeiras

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Na sequencia de detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido, de 41 anos, indiciado pela prática de um crime de violência doméstica.
O arguido e a ofendida mantiveram uma relação amorosa durante cerca de 11 meses, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, tendo vivido juntos, como marido e mulher, nos dois últimos meses da relação, na casa dos pais do arguido, em Paço de Arcos.
Resulta indiciado que o arguido é alcoólico, encontrando-se frequentemente embriagado. Em diversas ocasiões, o suspeito discutia com a companheira, que maltratava, quase diariamente.
No dia 26 de agosto de 2024, pelas 22h, o arguido chegou a casa alcoolizado e começou a discutir com a vítima, começando a agredi-la com empurrões e murros.
Perante a escalada de violência, a ofendida tentou sair de casa e no momento em que recolhia as suas roupas foi novamente agredida pelo arguido com murros e estalos, tendo aquela se refugiado na casa de banho. Apesar disso, o arguido conseguiu entrar na casa de banho e arrastou-a até ao quarto, empurrou-a para cima da cama e pressionou uma almofada contra o rosto da vítima, impedindo-a de respirar.
Aproveitando a desorientação do arguido que se encontrava muito embriagado, a ofendida conseguiu abrir a porta da rua e saiu de casa a correr, gritando por socorro. Refugiou-se na casa de uma vizinha que chamou a polícia.
A vítima terminou o relacionamento mas o arguido não aceitou o fim da relação, tendo continuado a telefonar e a enviar mensagens com ameaças à ex-companheira.
Após interrogatório judicial, realizado no dia 26 de novembro de 2024, o arguido ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva.
O Inquérito corre termos no DIAP do Núcleo de Oeiras.