Roubo agravado. Ofensa à integridade física qualificada. Detenção de arma proibida. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo da Amadora
Na sequência de detenção em flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido, de 20 anos de idade, indiciado pela prática em coautoria de um crime de roubo agravado, um crime de ofensa à integridade física qualificada e um crime de detenção de arma proibida.
Os factos ocorreram na Amadora, na noite de 6 de janeiro de 2025.
Encontra-se fortemente indiciado que o arguido e três outros suspeitos ainda não identificados, de acordo com um plano previamente delineado, abordaram o ofendido e exigiram a entrega de todos os pertences de valor económico que transportava, afirmando que caso não os entregasse o iriam “agredir” e “esfaquear”.
Por temer pela vida e integridade física, a vítima entregou alguns objetos que trazia consigo, designadamente um telemóvel e cartões bancários. De seguida, o grupo no qual o arguido estava integrado forçou o ofendido a deslocar-se à sua residência para poder entregar outros bens que aí se encontrassem mas, uma vez chegados ao edifício, a vítima tocou em todas as campainhas e desferiu socos na porta, por forma a pedir ajuda aos demais moradores. Facto que levou os agressores a desferirem socos e pontapés em todas as partes do corpo do ofendido. As lesões sofridas obrigaram a tratamento hospitalar.
Na sequência do interrogatório judicial realizado no dia 7 de janeiro, foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva, ficando em aberto a possibilidade de eventual substituição por obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica (OPHVE), devendo para o efeito ser solicitado o competente relatório à Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
O inquérito corre termos no DIAP do Núcleo da Amadora.