Invasão de domicílio e sequestro. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo da Amadora
Na sequência da detenção em flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial um arguido de 46 anos de idade, indiciada pela prática em autoria material e na forma consumada, em concurso efetivo, de:
- um crime de violação de domicílio ou perturbação da vida privada;
- dois crimes de ofensa à integridade física;
- três crimes de sequestro, um dos quais agravado;
- dois crimes de ameaça agravada; e
- dois crimes de injúria agravado.
Encontra-se fortemente indiciado que, no dia 11 de janeiro de 2026, o arguido acedeu a uma residência, na Cova da Moura, onde se encontravam duas menores, uma de 15 anos e outra de 5 anos. A menina mais velha ainda tentou impedir a entrada do arguido mas este conseguiu afastá-la e, após agarrar a vítima mais nova, trancou-se com esta na casa de banho. Como, entretanto, se dirigiram ao interior da casa duas pessoas que tinham sido alertadas pela irmã mais velha, o arguido acabou por abandonar o local, introduzindo-se numa residência adjacente.
Resulta ainda dos autos que a 12 de outubro de 2025, o arguido já tinha entrado numa habitação, na Amadora, agredindo o casal que aí residia, impedindo as vítimas de sair e, depois insultando e ameaçando os agentes da PSP que acorreram ao local.
Realizado o interrogatório judicial, no dia 12 de janeiro de 2026, foi aplicada ao arguido, a medida de coação de prisão preventiva.
O inquérito corre termos no DIAP do Núcleo da Amadora.