Extorsão. Violação de domicílio. Prisão preventiva. MP. DIAP do Núcleo de Sintra
Na sequência da detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial três arguidos, indiciados pela prática de quatro crimes de extorsão agravados, um crime de extorsão agravado, na forma tentada, e cinco crimes de violação de domicílio.
Os factos indiciam que no início de 2026 os arguidos delinearam um plano para, em conjugação de esforços, abordarem terceiros com ofertas de serviços de limpeza de muros a preços inferiores aos do mercado para depois lhes extorquirem dinheiro.
Assim, os arguidos, utilizando vestuário de trabalho e veículos caracterizados, deslocaram-se às residências dos ofendidos e realizaram as referidas limpezas. No final, um dos arguidos exigia um valor muito superior ao contratado, recusando-se a sair das propriedades enquanto não procedessem ao pagamento.
Perante a recusa das vítimas, que exigiam aos arguidos que abandonassem o local, estes não acatavam e avançavam na direção dos ofendidos, dando a entender que os iriam agredir, o que fez com que muitas das vítimas pagassem o valor solicitado.
Findo o interrogatório judicial realizado nos dias 20, 23, 24 e 25 de março, foi aplicada aos arguidos a medida de coação de prisão preventiva.
A investigação é dirigida pelo DIAP do Núcleo de Sintra com a coadjuvação do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Mafra.